Vocês já fizeram de tudo juntos. Ela apareceu na sua vida
quando você não esperava nada, foi entrando devagar e ficou. Assistiram filmes
e séries abraçados no sofá, compartilharam conversas secretas no whats app.
Viajaram. Foram pro exterior juntos, combinaram que queriam conhecer Paris e
Londres. Ouvir um som num Pub Inglês e tirar uma foto abraçado com a Torre
Eiffel de fundo fazia parte do plano. À noite vocês se beijavam na cama,
entrelaçavam as pernas e, na euforia do amor, você confundia as suas pernas com as dela
e perdia a noção do seu corpo. Quebraram o recorde de sorrisos que podem ser
atingidos numa só noite. Mas, de uma hora pra outra, acabou. Sim, acabou. Ela
não quer mais. Ou você não quer, ou quer, não queria mas agora quer de novo, ou
não sabem direito o que querem. Mas parece que não faz mais sentido continuar
aquilo que viveram. Foi amor? Quem sabe. Amor não acaba, muda, transforma,
evolui, não some. Ocorre que,
independente de tudo que viveram, um sentimento de infelicidade vem à tona e um
pensamento de que é possível ser mais feliz sozinho te martela a cabeça.
Eis que de repente, não mais que de repente, ela não vai
mais à sua casa. Está tudo certo, ela nem tinha muita coisa lá mesmo. Você
também não tinha muitas coisas na casa dela. Estão postergando uma conversa
pessoalmente mas uma hora ou outra vão precisar pegar aquela muda de roupa,
aquele cd, livro, pen drive ou o que quer que seja que você emprestou. Mas ela
não vai mais aí. Mesmo tendo te prometido uma noite surpresa na sua casa no
ultimo encontro ela não vai mais. Talvez você tenha que ir lá, mas tem medo do
que vai encontrar. E aquele jantar que você ia preparar também não vai rolar.
Aquele filme que iam assistir juntos? Talvez até assistam, com outros. Talvez
não. Mas mais do que o que perderam ou ganharam, a pergunta que você se faz é
por quê? Sim, porque. Por que o que foi não é mais? Por que o que poderia ter
sido não será? Qual é essa essência básica do ser humano que faz com que o amor
acabe, ou que se afaste daquele que ainda ama? A resposta para isso é
relativamente simples: A procura da felicidade.
Isso, felicidade. Você não estava 100% feliz, alguma coisa te
incomodava, você vislumbrou a possibilidade de ser mais feliz, ou menos triste. Entretanto o que não sabe o pobre do ser humano é que a felicidade não é um fim, é um
meio. Tampouco pode ser alcançada. A felicidade, alegria plena jamais podem ser
alcançadas. Somente podem ser vividas. Não há uma só pessoa na face da Terra
que possa afirmar ter descoberto o caminho para a felicidade, embora haja
pessoas que podem dizer que são muito felizes. Sabendo disso passamos ao
próximo ponto da nossa reflexão: O que é felicidade para você?
O mundo pode ser um lugar difícil. Quem inventou a vida
por algum motivo (e eu ainda não descobri qual) nos permitiu dizer Olá, mas não
Adeus da forma que gostaríamos. Basta um deslize no volante e bum. Você está
comprometido para o resta da vida. Uma bala perdida, uma artéria entupida...
Qualquer coisa pode te criar uma dificuldade, uma tristeza imensa. E ao
contrario da felicidade, a tristeza sim é um estado de espírito que pode ser
alcançado. Uma vez lá, podemos permanecer por anos, para sempre. Sinto informar
mas não vamos erradicar a fome no planeta, não vamos acabar com a violência nem
com as injustiças. Por isso a pergunta permanece. O que é felicidade para você?
Alegrias são pequenos momentos de prazer que podem ser vividos e te trazem bem
estar, fazem bem aos outros e aparentemente quanto maior o bem feito ao outro
maior o retorno a si. A felicidade pode então ser vivida de pequenos momentos
de alegria, ser alcançada por períodos. Dias, semanas, meses. Mas eventualmente
algo vai ocorrer para te deixar triste.
Por fim o desejo básico da maioria dos seres humanos
(felicidade) se não pode ser alcançado, como pode ser vivido? Já disse. São
pequenos atos. A tal viagem a Paris, o Jantar, um abraço. Um beijo. Um carinho.
Uma conquista. Um reconhecimento. Cercando-se de pequenos detalhes pode-se
viver a felicidade e suportar as adversidades da vida com mais afinco. Mas
antes de viver a felicidade há que se perguntar a questão básica: “O que é
felicidade para você?”
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