terça-feira, 29 de abril de 2014

O amor e a Geração Y

Por conta do aplicativo LULU (aquele em que as mulheres podem classificar os homens e consultar o histórico de um cara que estão afim, para ver como outras mulheres o classificaram) eu fiz algumas reflexões sobre a geração Y e os relacionamentos. Será que é realmente necessário um aplicativo para que você possa conhecer melhor uma pessoa? Já ouviram falar em conversa?
Muito se fala no despreparo da geração Y para lidar com as frustrações da vida, trabalho, etc. Mas pouco se fala sobre a influência dessa geração nas relações interpessoais amorosas. É a geração que não sabe perder, ceder, construir algo que demore. Só podia ser infeliz também nos relacionamentos. Falta a paciência de conviver e o bom senso de saber que uma relação se constrói, não nasce pronta. Sabemos como ninguém atender às nossas paixões, saímos para curtir com pessoas que acabamos de conhecer. E essa curtição não tem limites. Hoje transar é algo normal, banal até. É o pré-requisito básico de todo relacionamento, sexo bom. Todo mundo experimenta antes de namorar para saber com quem está se envolvendo. Se o sexo for ruim logo na primeira vez, já descartamos a parceira. Como se tivéssemos a obrigação de ser tudo aquilo que a pessoa procura já no primeiro encontro, e nada pudesse ser construído ou melhorado com a convivência. Mas não se preocupe, a recíproca é verdadeira. Se a pessoa não lhe satisfizer em todos os aspectos que você procura, sinta-se a vontade para dispensá-la. Pois nós, da geração Y, tornamos o relacionamento descartável. E para lidar melhor com nossas frustrações amorosas, banalizamos o sexo e ridicularizamos o amor romântico. Ou melhor, matamos o romantismo. Mudamos a mentalidade do mundo, e não a nossa, mas ainda não aprendemos a construir algo juntos.
 A última que eu vi foi a respeito do poliamor, poligamia, ou como quiserem chamar. Pessoas defendendo que seria impossível ser feliz com um só parceiro, que o casamento e os relacionamentos monogâmicos são uma instituição falida, que se baseiam na hipocrisia e só por isso conseguem durar tanto tempo. Já o poliamor, ao contrário, é verdadeiro, pois não impede a pessoa de viver aquilo que ela quer, que ela sente. Não nos limita a amar uma só pessoa.
Lembrem-se, seus pais chamavam a “hipocrisia” da monogamia de perseverança. Eles não acreditavam que todos precisavam se entender num relacionamento, muito menos se encaixar em todos os aspectos da vida. Acreditavam que era preciso Amar, e só isso bastava. Com amor, qualquer relacionamento poderia ser construído.


Por isso afirmo, nossa geração matou o romantismo, banalizou o sexo e ridicularizou o amor. Corremos o risco agora de matar o Amor e ridicularizar o sexo, e então, a superficialização das relações será ainda maior do que a que temos hoje. E a nossa geração cada vez mais infeliz nos relacionamentos, trocando de parceiras mensalmente, dizendo que o amor da sua vida ainda não chegou! Sinto informar, não chegará!

Nenhum comentário:

Postar um comentário